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Secretaria de Segurança divulga relatório sobre atividades da Guarda Municipal
"Limitações operacionais e coloca em risco a vida dos agentes durante o exercício da função"
Por Administrador
Publicado em 16/05/2026 09:11 • Atualizado 16/05/2026 09:13
Segurança

Secretaria Municipal de Segurança divulga relatório sobre atividades

relatório alerta para riscos à vida de agentes desarmados

JORNAL DA ILHA - Segurança

Ilha Solteira -Um relatório divulgado nesta semana pela Secretaria Municipal de Segurança, Transporte, Trânsito e Defesa Civil revelou que a Guarda Civil Municipal (GCM) de Ilha Solteira apreendeu 30 armas brancas (como facas e canivetes) entre janeiro e abril de 2026. O balanço, que registra uma média de 7,5 apreensões por mês, acendeu o alerta para os pontos críticos de violência na cidade e reabriu o debate sobre as condições de trabalho e a falta de armamento de fogo para os agentes locais.

Os dados detalham o perfil das ocorrências e expõem a vulnerabilidade da corporação que, amparada pelo Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei Federal nº 13.022/2014), ainda atua no município sem armas de fogo.

 

O levantamento estatístico aponta que as forças de segurança preventiva têm locais muito claros de atuação prioritária. Juntas, as praças, avenidas e o Terminal Rodoviário concentram 80% de todas as facas e objetos cortantes recolhidos no primeiro quadrimestre do ano.

Confira a distribuição dos locais com maiores índices de apreensão:

O mês de fevereiro despontou como o período mais violento, registrando 13 apreensões — o equivalente a 43,3% do total do quadrimestre. Janeiro teve 6 registros (20%), março foi o mês mais calmo com 4 (13,3%) e abril fechou o período com 7 apreensões (23,3%).

De acordo com a análise operacional do relatório, a maioria dos flagrantes ocorreu durante patrulhamentos preventivos e abordagens qualificadas a andarilhos, frequentadores da rodoviária e pessoas em situação de rua. Embora os indivíduos tenham sido identificados e as armas recolhidas sem maiores incidentes para resguardar a integridade da população, o documento faz um duro desabafo sobre o risco diário corrido pelos guardas civis.

"Tal situação expõe os Guardas Municipais a risco elevado durante as abordagens, especialmente ao lidar com indivíduos portando armas brancas ou em situação de conflito, uma vez que a GCM atua desprovida de equipamento letal compatível com as ameaças enfrentadas no serviço diário", destaca o texto do relatório.

A ausência de armas de fogo, segundo a própria corporação, gera severas "limitações operacionais e coloca em risco a vida dos agentes durante o exercício da função", mesmo diante do sucesso das missões preventivas até aqui.

A GCM informou que os dados coletados servirão para nortear o planejamento das próximas ações, com o provável aumento de rondas nos pontos considerados críticos (praças e rodoviária).

Fique Sabendo:

Para denúncias, apoio ou emergências, a Guarda Civil Municipal de Ilha Solteira atende a população por meio da Central de Atendimento e Despacho, nos telefones de emergência 153 e 199.

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